Paraná Clube: leilão da sede da Kennedy entra em reta final
O leilão da sede da Kennedy entra em sua reta final. O 2º pregão do patrimônio se encerra nesta quarta-feira (23), às 14h44. O Paraná Clube vem há algum tempo tentando evitar mais essa perda patrimonial, mas a situação é complicada.
Até o momento, não houve nenhum lance oficial. Mas, nos bastidores, há informações de que alguns investidores estão interessados, principalmente por se tratar de uma área nobre de Curitiba. Os interessados estariam avaliando o potencial de construção.
O Tricolor tem tentado todas as teses jurídicas para que a Kennedy siga em posse do clube.
Na semana passada, o advogado Alceu Moraes Junior, do escritório Moraes & Junior, de Brasília, comemorou a "vitória" do Flamengo na Justiça do Rio de Janeiro, pois poderia ser um exemplo a favor do Paraná. O jurídico do clube também trata a situação diretamente com o presidente do Banco Central do Brasil (Bacen).
Além disso, o Tricolor também alega que, apesar da determinação da Justiça Federal, a Sede da Kennedy não pode ser leiloada por ser objeto de doação da Prefeitura de Curitiba ao Água Verde, um dos clubes que deram origem ao Paraná.
O impedimento é por uma lei municipal, sancionada em 16 de abril de 1958, pelo então prefeito Ney Braga.
O que diz o Paraná sobre a sede da Kennedy
Em entrevista à reportagem, o advogado do clube, Alceu Moraes Junior, afirmou que, mesmo que haja um arremate do local, o Paraná ainda tem algum tempo para reverter a situação.
"Caso haja lance vencedor e pago o preço referente ao lance vencedor, ainda teremos como questionar o ato, mas com uma margem bem mais restrita. Contudo, o leilão só se torna perfeito, acabado e irretratável após a assinatura da carta de arrematação pelo juiz, leiloeiro e arrematante, o que ocorre em um prazo de 10 a 20 dias após o leilão", afirmou.
"E uma observação importante, ao apreciar nosso pedido no dia 4 de março, o Juiz da execução o indeferiu a liminar, mas anotou que julgaria o mérito antes de assinar a carta de arrematação. Assim, como o Bacen ainda tem que ser ouvido sobre nossa tese e tem prazo em dobro para fazê-lo, devemos ter mais algum tempo para continuarmos nossa luta para impedir a venda do terreno", completou.
O primeiro leilão, que encerrou em 9 de março, não teve interessados e, com isso, o valor total do patrimônio caiu 40%. O imóvel foi avaliado em R$ 62.399.975,00 milhões, mas agora o lance inicial pode ser feito por R$ 37.439.985,00 milhões. O local está sendo leiloado pelo site Marangoni Leilões. Veja aqui.
A origem do débito com o Bacen, de mais de R$ 35 milhões, são irregularidades nas transferências internacionais de atletas, como do ex-meia Ricardinho e do ex-atacante Ilan, ainda nos anos 1990.