Luto

Ex-técnico da seleção brasileira de ginástica, Oleg Ostapenko morre aos 76 anos

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Estadão Conteúdo
03/07/2021 16:24 - Atualizado: 04/10/2023 18:08
Oleg Ostapenko no Cegin, em Curitiba
Oleg Ostapenko no Cegin, em Curitiba | Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

A ginástica mundial está de luto. Morreu neste sábado pela manhã, em Kiev, o ucraniano Oleg Ostapenko, ex-técnico da seleção brasileira e de Daiane dos Santos. O treinador de 76 anos estava internado em estado crítico por conta de graves problemas renais e nos pulmões.

Oleg foi treinador da seleção ucraniana, antes de vir ao Brasil, entre 1992 e 2001. Foi técnico individual de Tatiana Lysenko e Viktoria Karpenko. Muitos ginastas estavam contribuindo em uma vaquinha virtual para auxiliar nos custos de sua recuperação, com sessões de hemodiálise. Ele estava de volta à Ucrânia desde 2017 e passava por graves problemas renais.

Entre 2001 e 2008 ele revolucionou a ginástica brasileira. Além de brilhar com Daniene dos Santos, comandou Diego e Danielle Hipólito, Jade Barbosa e os demais integrantes da seleção brasileira, que evoluíram bastante sob a comissão dele. Levou o time nacional à final olímpica por equipes.

"Hoje o dia começou triste, com uma grande dor no coração, nunca é fácil perder alguém que amamos, OLEG você foi mais que um treinador, um segundo pai, um amigo leal, conselheiro para uma vida inteira.... Em meu coração um mix de sentimentos, tristeza, saudade. Felicidade em ter aprendido com a sua sabedoria, gratidão a Deus por termos unidos os nossos caminhos", postou Daiane dos Santos, campeã do mundo em 2003.

A brasileira ainda deu os pêsames à família Ostapenko e fez um agradecimento final. "Obrigado, mestre, que você descanse em paz Sua gargalhada fará muita falta."

Oleg piorou muito seu estado crítico e estava internado desde maio. Ginastas do seu país faziam correntes nas redes sociais por sua recuperação. Até recolheram fundos para ajudar no tratamento, mas não obtiveram êxito. Ele passava por sessões de hemodiálise e não resistiu.

A história de Ostapenko em Curitiba

A história do ucraniano Ostapenko se entrelaça com a da cidade de Curitiba. Em 2001, após ser contratado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o treinador veio morar na cidade, ao lado da esposa Nadia.

Em 2011, ele voltaria à capital paranaense para coordenar o Centro de Excelência de Ginástica (Cegin) na capital paranaense, que chegou a contar com 220 alunas e mais de 25 atletas profissionais, projeto que contou com a parceria do governo estadual e do grupo LiveWright, movimento encabeçado por empresários e ex-atletas.

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