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Revista aponta salários milionários de presidentes de federações nos bastidores da reeleição de Ednaldo Rodrigues

Por
Diogo Souza
04/04/2025 10:27 - Atualizado: 04/04/2025 10:28
Ednaldo Rodrigues no comando da CBF.
Ednaldo Rodrigues no comando da CBF. | Foto: Divulgação

A edição de abril da Revista Piauí revela os gastos extravagantes do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, no comando da entidade suprema do futebol brasileiro.

Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o recente aumento exorbitante de salário dos 27 presidentes de federações estaduais de R$ 50 mil mensais para R$ 215 mil - quase quatro vezes mais.

Coincidentemente, Ednaldo Rodrigues foi eleito de forma unânime para seguir no comando da CBF, no fim do mês passado. O ex-jogador Ronaldo chegou a cogitar a possibilidade de lançar candidatura ao comando da entidade, mas não obteve apoio e desistiu.

Com isso, Rodrigues, 71 anos, foi aclamado novamente presidente da CBF por unanimidade.

A última vez que uma eleição na CBF teve dois concorrentes foi em 1989.

"Ao longo dos últimos anos, enfrentamos muitos desafios. Sofremos todo tipo de preconceito e perseguições. Tentaram até um golpe. Resistimos e vencemos", declarou Ednaldo na ocasião em que obteve os votos das 27 federações e dos 40 clubes das Séries A e B.

O próximo ciclo de Ednaldo à frente da CBF vai de março de 2026 e março de 2030.

Seleção em crise, troca de técnicos e disputas judiciais marcam primeira gestão de Ednaldo na CBF

ednaldo
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues Gomes

Presidente da Federação Baiana de Futebol por quase duas décadas, o cartola assumiu a presidência da CBF pela primeira vez em agosto de 2021 de forma interina, após o afastamento de Rogério Caboclo. Foi eleito para o primeiro mandato em chapa única, em março de 2022.

À época sob o comando de Tite, a seleção chegou a ter bons resultados no período, com aproveitamento de mais de 80% e apenas uma derrota, mas o empate com a Croácia culminou na eliminação na Copa do Catar, nos pênaltis.

Com a nova queda nas quartas de final do Mundial, Tite deixou o cargo, e a procura por um novo técnico gerou o primeiro desgaste ao presidente da CBF.

Em busca de um nome de peso para comandar a equipe, Ednaldo chegou a indicar a contratação do italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid, mas para somente dali a um ano, em meados de 2024.

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF

Nesse meio tempo, Ramon Menezes, emprestado da seleção Sub-20, e Fernando Diniz, dividido com o Fluminense, assumiram interinamente, sem conseguir entregar os resultados esperados. Com a dupla, o time acumulou cinco derrotas, três vitórias e um empate, com aproveitamento de apenas 37%, um dos piores da história.

Pressionado pela falta de resultados dentro de campo, que também contou com a não classificação da seleção masculina para os Jogos de Paris, Ednaldo ainda teve de lidar com uma disputa na Justiça pelo comando da entidade.

Em dezembro de 2023, ele foi afastado por decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), pelo entendimento de que um acordo firmado entre a CBF e o MPF (Ministério Público Federal), que abriu caminho para sua eleição, era ilegal. Após uma série de idas e vindas nos tribunais, o dirigente foi reconduzido ao cargo em janeiro de 2024, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

Tão logo retomou o assento, a primeira decisão foi demitir Fernando Diniz. Com Ancelotti renovando com o Real Madrid e a pressão por um nome em definitivo, Ednaldo acertou com Dorival Júnior nos primeiros dias de 2024 para conduzir o Brasil até a Copa.

Dorival Júnior em Venezuela x Brasil
Dorival Júnior em Venezuela x Brasil

Com dificuldades da equipe em encontrar a formação ideal sem Neymar, o ano de 2025 será importante para que o presidente da CBF possa avaliar a permanência da atual comissão técnica até 2026.

No último mês, em meio aos preparativos para duelos importantes da equipe no caminho até o Mundial, contra Colômbia e Argentina, Ednaldo convocou as eleições protocolares da entidade.

Veio então a vitória nas eleições e a derrota acachapante para a Argentina, que culminou com a demissão de Dorival Júnior. O dirigente agora busca um novo treinador para a seleção.

Ednaldo assume o segundo mandato com o compromisso assumido junto aos clubes de maior transparência e participação na gestão e de apoio à criação de uma liga do futebol brasileiro.

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Profissional na área de Comunicação/Jornalismo há 16 anos - sendo 14 na empresa Editora O Estado do Paraná (GRPCOM), com experiência na produção e edição de mídias impressas e digitais. Iniciei como estagiário na Editora O Estado ...

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