Opinião

O reconhecimento aos técnicos bombeiros

Por
Carneiro Neto
14/02/2023 11:23 - Atualizado: 04/10/2023 22:57
Felipão tenta título inédito com o Athletico
Felipão tenta título inédito com o Athletico | Foto: EFE

Sempre existiu no futebol uma categoria de treinadores que, via de regra, só eram lembrados pelos clubes quando a coisa estava realmente feia. Eram chamados para apagar incêndios e tentar reabilitar a equipe que se encontrava em situação difícil no campeonato.

Há 15 dias uma notícia chamou minha atenção e fez recordar desse tipo de profissional.

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O argentino Marcelo Bielsa recusou proposta para treinar o Everton, da Inglaterra, clube que se encontra ameaçado de rebaixamento.

O time azul de Liverpool dispensou Frank Lampard e continua em posição delicada na classificação da Premier League.

Bielsa fez algumas exigências consideradas desproporcionais, tais como levar oito auxiliares e treinar o sub-21 para assumir o comando do Everton apenas na próxima temporada com ampla renovação do elenco.

Não é por acaso que o chamam de “El Loco”.

Na emergência, o clube aposta em soluções imediatas. Nada mais justo do que o reconhecimento aos técnicos bombeiros que conhecemos.

Talvez o mais famoso seja Felipão, que ganhou a primeira oportunidade no Grêmio retirando-o de uma crise para conquistar títulos importantes.

Repetiu o feito em duas oportunidades no Palmeiras; na seleção brasileira, que estava desacreditada até o penta em 2002; e, na temporada passada, deu um jeito no Athletico que afundava e chegou a decisão do título da Libertadores.

Celso Roth, outro especialista com essa característica, foi chamado para salvar o Juventude.

Vagner Benazzi tornou-se reconhecido para essas situações difíceis, principalmente em times do interior paulista.

Por aqui, Borba Filho e Claudio Duarte foram os mais famosos e levaram os seus times à ótimas campanhas depois de apagarem verdadeiros incêndios.

Mas o mais famoso bombeiro no futebol paranaense foi mesmo Geninho que, em 2001, juntou as cinzas deixadas por Mário Sérgio e conduziu o Furacão ao título de campeão brasileiro.

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Antônio Carlos Carneiro Neto nasceu em Wenceslau Braz, cresceu em Guarapuava e virou repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964. Chegou a Curitiba no ano seguinte e, mais tarde, formou-se em Direito. Narrador e comentaris...

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