O futebol brasileiro convive com grave crise de treinadores

Há alguns anos venho observando e, obviamente, alertando ouvintes e leitores sobre a diminuição de técnicos competentes nos times brasileiros.
E não se trata apenas de treinadores, mas de supervisores, hoje em dia chamados de CEO ou Head, como se isso garantisse inspiração para o desempenho da função.
Como os dirigentes também se profissionalizaram anda cada vez mais difícil identificar o maior responsável pelo mau futebol das equipes.
Nem times vitoriosos, como o Flamengo, por exemplo, atual campeão da Copa do Brasil e da Libertadores da América, conseguem evitar a crise.
+ Confira a tabela da Libertadores
Uma crise provocada pelo inexplicável afastamento do campeoníssimo Dorival Junior. Sem sequer pensar em algum treinador brasileiro, o Flamengo contratou o português Vítor Pereira que fracassou de maneira retumbante, apesar do elenco milionário.
Tentou-se a volta de Jorge Jesus, mas os cartolas flamenguistas se contentaram com o discutível argentino Jorge Sampaoli. A realidade é que o futebol brasileiro convive com grave crise de treinadores.
Está aí o português António Oliveira na corda bamba do Coritiba e o brasileiro Paulo Turra contestado no Athletico, apesar do título estadual invicto.
No caso de Paulo Turra existem dois aspectos que precisam ser levados em conta: a equipe continua marcando pouco no meio de campo, por isso sendo pressionada pelos adversários e a insistência com os limitados atacantes Canobbio e Cuello já encheu as medidas do torcedor.
Mas o treinador tem razão ao afirmar que a partida de hoje com o Galo está revestida de características decisivas. É o famoso vencer ou vencer para seguir com chances de classificação no torneio continental.
Quanto a António Oliveira, há pelo menos dois meses alertei que o time coxa-branca estava falhando muito na defesa e sem criatividade no meio de campo. Não mudou nada, apesar das diversas contratações e de quase um mês de treinamentos e preparativos para o Brasileirão.
Antônio Carlos Carneiro Neto nasceu em Wenceslau Braz, cresceu em Guarapuava e virou repórter de rádio e jornal em Ponta Grossa, em 1964. Chegou a Curitiba no ano seguinte e, mais tarde, formou-se em Direito. Narrador e comentaris...