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Lucas, "eu sou o Lucas"

Por
Sandro Moser, especial para UmDois Esportes
09/02/2024 00:01 - Atualizado: 09/02/2024 09:00

No final dos anos 1990, o Athletico adotou a política de trazer jogadores semi-prontos para terminarem a formação no CT do Caju. A ideia era boa e mostrou-se brilhante quando, em 1998, vieram numa só tacada o zagueiro Gustavo, o volante Cocito e o atacante Lucas Severino. Três minhocas grandes numa única enxadada.

Lucas, porém, já estava pronto para ser o grande jogador numa das fases mais bonitas destes 100 anos: a volta à Baixada, a afirmação nacional, o “Atlético Total”.  

Como grande atacante, marcou gol na estreia, na Vila Capanema. No dia 24 de junho de 1999, balançou as redes da Arena da Baixada pela vez primeira.

Tudo era “divino maravilhoso” naqueles dias: o uniforme, os bares dos corredores da Baixada, nosso time, que sob o compasso de Vadão, tinha o quadrado mágico: Lucas, Kelly, Adriano e Kléber.

Um dos grandes momentos da história foi o troco à infeliz declaração do goleiro Clemer, do Flamengo – à época um grande freguês da nossa caderneta – dizendo que não conhecia nosso camisa 9.

Pois o lépido atacante aproveitou um “deixa-que-eu-deixo” urubulino e só cutucou no canto do imóvel Clemer. “Eu sou o Lucas”, apresentou-se à câmera atrás do gol. Virou camiseta na loja do clube e sentença jamais esquecida pela torcida.

No primeiro jogo das finais da Seletiva, Lucas teve a maior atuação individual de um atacante com a 9 atleticana no espaço após Ziquita e antes de Alex Mineiro.

Os três gols do triunfo no jogo da ida nos botaram em nossa primeira Libertadores, onde Lucas foi destaque novamente, marcando outros três gols na melhor campanha da primeira fase da Liberta. A iluminada fase o levou à Austrália para jogar as Olimpíadas. 

Na negociação que inaugurou a lenda do CAP como clube que melhor vende no país, Lucas saiu para o Rennes, da França, por cerca de US$ 21 milhões. Com folgas, o jogador mais caro do futebol local e o segundo mais caro do Brasil até então. Grana crucial para pagar a conclusão da ainda semi-pronta primeira encarnação da Arena. 

Depois de criar raízes no futebol japonês, o atacante voltou em 2011 para fazer uns golzinhos e se despedir da torcida que sempre soube muito bem que ele é um dos maiores da nossa história.

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