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Jadson, o “Maradoninha” do Caju 

Por
Sandro Moser, especial para UmDois Esportes
26/02/2024 00:01 - Atualizado: 11/03/2024 15:53

Entre as loucuras da juventude torcedora, tenho carinho especial por ter acompanhado com atenção psicótica a Copa Sesquicentenário disputada em 2003, em honra aos 150 anos da emancipação política do nosso “Paranã”. 

Campeonato lado B, com jogos à tarde em dias úteis entre os quais um histórico Atletiba no CT do Caju que eu vi por cima do muro de pé no capô de um carro. O título veio em outro clássico no Pinheirão vazio e todo o esforço valeu a pena pois havia um supercraque com a nossa camisa 10.

Baixinho, habilidoso e decisivo, um "Maradoninha" destro chamado Jadson no esplendor dos seus 19 anos. Tinha chegado ao Umbará dois anos antes, por meio da profícua parceria com o PSTC, como o parceiro Fernandinho, de história quase idêntica. A dupla das mais valiosas gemas já lapidadas pelo CAP para se tornarem joias do futebol mundial.

Em 2003, Jadson teve chance no time principal pela mão do saudoso Vadão e fez de falta o gol da vitória contra o São Caetano – que nos salvou do rebaixamento. Em 2004, porém, o também saudoso Mário Sérgio, implicava com seu comportamento dentro e fora do campo e o sacou da final do Paranaense, que até então estava sendo decidida por ele, com um gol e duas assistências.

No Brasileiro, já sob o comando de Levir Culpi, o meia foi de forma indiscutível o melhor jogador da competição. Marcou 15 gols e fez dois hat-tricks, um deles contra o Corinthians no Pacaembu. Sua capacidade de colocar a bola no ângulo em cobranças de falta era algo fora de série.

Entre os muitos fatores que fizeram o título escapar, não ter Jadson no jogo decisivo em São Januário foi o principal. No ano seguinte, saiu para brilhar no Shakhtar Donetsk, nossa filial ucraniana.

Desde então, ouço histórias supostamente desabonadoras contra Jadson, que para mim tem o efeito contrário, pois prefiro os mavericks aos bons moços. Quando voltou em 2020, sabíamos que a chance de dar certo era pouca, pois como diz o samba-canção, "amores do passado no presente repetem velhos temas tão banais". 

Mas o Jadson que liderou o time eterno de 2004 será lembrado no sesquicentenário do CAP em 2074 e para todo o sempre.

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